Flávio cresceu sete pontos. A eleição encostou de vez.
Real Time Big Data mostra Lula com 41% e Flávio com 37% no primeiro turno; no segundo, o senador marca 45% e o presidente, 44%.
Lula aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio Bolsonaro tem 37%. A diferença é de quatro pontos e coincide com o limite da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Por isso, o instituto classifica o cenário como empate técnico.
A distância diminuiu sobretudo porque Flávio avançou. Na comparação com a rodada divulgada no início de setembro, Lula passou de 38% para 41%, uma alta de três pontos. Flávio saiu de 30% para 37%: sete pontos a mais.
Não é uma ultrapassagem. É um aviso de aproximação.
O pelotão atrás dos líderes
Augusto Cury e Renan Santos aparecem com 6% cada. Ronaldo Caiado registra 2%, e Romeu Zema, 1%. Outros sete candidatos testados somam 1%. Brancos e nulos são 3%, mesmo percentual de quem não soube ou não respondeu.
Os dados reforçam a concentração da corrida em Lula e Flávio. Ao mesmo tempo, os 12% reunidos por Cury, Renan, Caiado e Zema ajudam a explicar por que o discurso do voto útil ganhou espaço na reta final. Esses eleitores não formam um bloco automático, mas podem alterar a ordem de chegada e o tamanho da vantagem no primeiro turno.
O segundo turno continua sem dono
Na simulação direta, Flávio tem 45% e Lula, 44%. A diferença de um ponto está dentro da margem de erro. Brancos e nulos somam 8%, e 3% não sabem ou não responderam.
A pesquisa também testou Lula contra outros adversários. O presidente empata numericamente com Ronaldo Caiado, por 44% a 44%, e aparece com 44% contra 43% de Augusto Cury. Lula abre vantagem sobre Romeu Zema, por 45% a 39%, e sobre Renan Santos, por 44% a 38%.
Rejeição quase espelhada
Lula é rejeitado por 50% dos entrevistados. Flávio, por 49%. A proximidade dos índices ajuda a entender por que nenhum dos dois consegue abrir vantagem no confronto direto: a disputa combina bases consolidadas com um teto elevado de resistência.
O levantamento também mediu a percepção sobre o governo. A gestão Lula é desaprovada por 52% e aprovada por 45%. Na avaliação por conceitos, 45% consideram o trabalho ruim ou péssimo; 32%, ótimo ou bom; e 22%, regular.
O que a BROOM vê
O 45 a 44 do segundo turno não muda sozinho o desenho da eleição. Outros institutos já vinham mostrando Lula e Flávio separados por diferenças pequenas e estatisticamente inconclusivas. O dado novo desta rodada é a velocidade da aproximação no primeiro turno: Flávio avançou sete pontos na série do instituto.
Uma rodada isolada não basta para provar tendência. O crescimento pode refletir movimento real, variação amostral ou uma combinação dos dois. As próximas pesquisas dirão se houve consolidação.
Por enquanto, a leitura mais segura é esta: Lula permanece numericamente à frente, Flávio reduziu a distância e a eleição entrou nos últimos dez dias sem favorito para um eventual segundo turno.
O Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores entre 19 e 23 de setembro de 2026, por telefone e recrutamento digital. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento, financiado com recursos próprios do instituto, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04202/2026.